Uma pesquisa da revista Nature pode abrir a porta para a solução de um problema que causa o óbito de centenas de milhares de pessoas todos os anos no mundo, o HIV. Laureen Willemburg, uma mulher de 60 anos, eliminou o vírus de seu corpo sem qualquer medicamento, de acordo com um estudo publicado na revista Nature.

Ela faz parte de um seleto grupo de pessoas, chamadas de “controladores de elite”. Desde que foi infectada pelo vírus, seu corpo conseguiu controlar a doença sem medicação até que ela se tornasse indetectável e não transmissível. A nova descoberta mostra que Laureen eliminou o vírus de seu corpo e se junta ao seleto grupo de três pessoas curadas pelo HIV no mundo.

Os tratamentos que curaram outros pacientes foram feitos com transplantes de medula óssea. Um deles, Timothy Ray Brown, o “paciente berlinense”, foi tratado na capital alemã. Depois de receber um transplante de medula óssea para curar sua leucemia, o vírus foi eliminado de seu corpo.

Posteriormente, o “paciente londrino”, Adam Castillejo, também teve de tratar o câncer – desta vez o linfoma – e após o transplante de medula óssea conseguiu se livrar do vírus que pode causar a AIDS.

Hoje, os coquetéis retrovirais desempenham o papel de controlar a doença e torná-la “indetectável”. Isso significa que a pessoa que recebe o tratamento para o HIV não transmite mais o vírus , mas se interromper o tratamento, o HIV pode se tornar ativo novamente. O caso de Laureen pode ser usado como base para compreender como seu corpo agiu contra o vírus para eliminá-lo permanentemente.

“Acho que é uma descoberta importante. O verdadeiro desafio, claro, é como você pode intervir para tornar isso relevante para os 37 milhões de pessoas que convivem com HIV ” , disse ao New York Times o diretor do Instituto Peter Doherty para Infecção e Imunidade em Melbourne, Sharon Lewin.

No Brasil, em maio, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) publicou um estudo sobre um paciente que estava sem o vírus há 17 meses . A combinação de vacinas com medicamentos poderosos que reduziriam o potencial do vírus ainda está em estudo e pode ser um grande passo para a cura da AIDS.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Nation.
Fotos: Reprodução.

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