Um médico ginecologista dos Estados Unidos está sendo acusado de utilizar o próprio sêmen na inseminação artificial de dezenas de pacientes nos anos 1980. O médico ocultava das mulheres informações sobre a origem do esperma, chegando a atender por mais de uma década uma de suas filhas biológicas. As informações são do R7.

O caso veio à tona depois que David Berry, de 37 anos, resolveu se submeter a um teste de DNA para conhecer suas origens genéticas. Ele acreditava que era meio italiano e meio irlandês, no entanto o resultado revelou algo totalmente diferente.

“Não tinha nada de italiano. Não tinha nada de irlandês, nada do que eu fui feito para acreditar”, relatou Berry à rede de TV americana ABC.

A partir daí, Berry passou a procurar pessoas parecidas com ele, até encontrar a americana Morgan Helquist, de 36 anos. “Eu peguei o rosto dele, olhei e estava tipo: ‘Por que seu rosto está no meu rosto?’”, conta ela.

Além de serem fisicamente muito parecidos, Berry e Helquist tinham ainda outra coisa em comum: suas mães tinham se consultado na década de 1980 com o médico especialista em fertilização artificial Morris Wortman, em Nova York.

“Existiam cinco de nós e todos eram da mesma idade. E seis, e sete, e comecei a sentir que: ‘O.k., se há sete, talvez tenham 20, e, se tem 20, talvez existam cem. Comecei a ficar aterrorizada”, contou Helquist.

O médico ginecologista havia utilizado o próprio sêmen para a inseminação artificial. De acordo com as mães de Berry e Helquist, o médico dizia às pacientes que usava o material doado por um suposto médico universitário.

A filha de Wortman, que foi criada pelo médico, topou se submeter a um exame de DNA a pedido de todos os meios-irmãos. O resultado revelou que ela, Berry, Helquist e todos os outros compartilhavam parcialmente o mesmo DNA, comprovando que Wortman era o pai biológico de todos.

Para Morgan Helquist, a situação é ainda mais delicada, pois Wortman foi seu ginecologista por mais de uma década. “Quando descobrimos, não havia o que falar para ela [filha do Wortman]. Eu gritava e soluçava.”

Mesmo que a fraude em inseminação artificial seja crime em alguns estados dos EUA, o mesmo não ocorre em Nova York, onde o médico atendia. De todos os meios-irmãos, somente Helquist entrou com uma ação legal contra Wortman por má conduta médica por atendê-la sendo pai biológico dela.

“Ele soube o tempo todo quem ele era, eu não. Ele me tirou a chance de escolha”, finalizou Helquist.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de R7.
Foto de capa: REPRODUÇÃO/ABC.

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