Dizem que o amor de mãe não tem limites, e um bom exemplo disso é o caso da técnica de enfermagem Marina Gonzaga, de 57 anos, que tomou a corajosa decisão de adotar sozinha o pequeno Murilo, de 11 meses, que nasceu com hidranencefalia e, logo nos primeiros dias de vida, precisou de cuidados médicos.

Ela se apaixonou por Murilo quando integrava a equipe que cuidou dele na UTI neonatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).

“Eu o conheci bem pequenininho. Fiquei sabendo que a mãe biológica tinha o desejo de colocá-lo para adoção. Me apaixonei por ele e decidi que queria ser a sua mãe. Entrei com o processo de habilitação para adotá-lo imediatamente, mesmo sabendo que, ao procurar uma família para o Murilo, a VIJ-DF iria respeitar a fila de pretendentes já habilitados”, conta.

O caso de Marina e Murilo é um bonito exemplo de amor incondicional, mas tambpem representa uma excessão no universo das adoções. Ela é uma das nove pessoas que optaram, em 2021, por realizar a chamada adoção monoparental, quando uma pessoa solteira resolve oferecer um lar a uma criança ou um adolescente.

A história é ainda mais especial porque Murilo tem uma deficiência. Inclusive, Marina é uma das sete pessoas que adotou uma criança com necessidades especiais em 2021.

Segundo dados da Seção de Colocação em Família Substituta da Vara de Infância e da Juventude do DF (SEFAM/VIJ-DF), o quantitativo de adoções pleiteadas por pessoas solteiras ainda é reduzido. Elas representam 10% do total realizado no DF nos últimos quatro anos. Em 2020, das 65 adoções realizadas, quatro foram por pessoas solteiras, o equivalente a pouco mais de 6%. Em 2022, no entanto, já ocorreram três do tipo monoparentais em um total de sete acolhimentos.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Metropoles.
Fotos: Reprodução.

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