A história de amor dos jovens Rodrigo Costa, de 22 anos, e Synndy Ferreira, de 21, bem que poderia ter saído das páginas de um livro. Eles foram diagnosticados com a mesa doença e enfrentaram juntos todos os desafios que vieram a partir daí.

Tudo começou no início de 2017, quando Synndy, então com 17 anos, foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que tem origem no sistema linfático. Ela já namorava Rodrigo na época.

Devido à gravidade da doença, a jovem teve que se mudar de Capanema, nordeste do Pará, para Belém e dar início ao tratamento no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo.

Algum tempo depois, em uma das visitas à namorada, Rodrigo fez um exame, que apontou a existencia de um nódulo. Depois da biópsia, o rapaz foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin, mesma doença de Synndy.

Rodrigo e Synndy se conheceram anos antes de descobrirem a doença, mas deram início ao namoro pouco antes do diagnóstico. Ela é natural do Capanema e ele de Salinópolis, ambos municípios localizados no nordeste paraense.

“Eu conhecia ele desde o primeiro ano do ensino médio. Nessa época, eu nem falava com ele, mas já o via de longe. No segundo ano, a gente começou a estudar juntos e ficamos amigos.”, contou ela ao g1.

“Foi no terceiro que a gente começou a se gostar. Na época, nós já estávamos doentes, só não sabíamos que era câncer, e do mesmo tipo”, relembrou.

Ainda segundo Synndy, ela e Rodrigo viveram um começo de namoro como qualquer casal de adolescentes. No entanto, quando estavam prestes a completar um ano juntos, receberam o diagnóstico de câncer e deram início ao tratamento. Eles estão juntos até hoje.

O casal conta que um dos maiores desafios que enfrentaram nesse período foi conseguir se manter na capital paraense, por não terem condições de irem e voltarem várias vezes de suas cidades de origem para as sessões de quimioterapia. A distância entre a capital e suas cidades é de aproximadamente 160 quilômetros.

Além disso, eles ainda enfrentaram os efeitos causados pelo tratamento, como náuseas e fadiga, que eram bem intensas após as ‘quimios’.

Para Synndy, a pior fase foi a queda de cabelo e o inchaço no corpo durante o tratamento da doença. “Foi aí que eu me senti muito frustrada, fora as crises de vômito que eram frequentes, eu já não tinha forças”, pontuou.

Também houve momentos em que Rodrigo e Sinndy tiveram as mesmas preocupações e vibraram juntos com as conquistas e evoluções no quadro clínico. De acordo com ela, eles sempre deram um jeito para achar alegria nas situações e se divertirem juntos.

“Foram poucos os momentos em que eu me vi lamentando. Eu colocava turbantes nele, brincava com a careca dele, e ele, claro, não deixou de elogiar o meu cabelo crescendo, sempre dizendo que eu estava linda. E dessa forma a gente se apoiou e se ajuda até hoje”, comentou Synddy.

Rodrigo fez tratamento oncológico com uso de terapias ao longo de quatro meses e, desde 2017, ele realiza o acompanhamento médico semestral para receber a alta definitiva e ser considerado curado.

O mesmo acnteceu com Synddy, que recebeu as terapias para combater a doença por cinco meses. Ela continua fazendo o acompanhamento com especialista, através de consultas esporádicas, para receber alta.

Recentemente, o casal se inscreveu no mesmo concurso público. Eles estudaram juntos para alcançar a aprovação, que veio em dezembro de 2021, quando eles também finalizavam a graduação. Ele em história, na Universidade Federal do Pará (UFPA), e ela em língua inglesa, também na UFPA.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de g1.
Fotos: Reprodução / Arquivo pessoal.

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