O final de ano é um período em que, tradicionalemnte, muitas pessoas se deprimem. Especialmente pessoas mais vúlneráveis devido ao seu histórico de vida ou condição picológica, experimentam no fim de dezembro muita angústia, melancolia e ansiedade. É o que chamamos de “Síndrome de final de ano”.

O final de ano, com tudo o que ele engloba – compras, presentas, festas, família e mesa farta – simboliza encerramento, conclusão, fim de um ciclo e início de outro, o que leva a reflexões, retrospectivas e avaliações. “Estas autoavaliações podem ser rígidas e intransigentes em relação ao que se realizou e vivenciou durante o ano, e também ao que não se fez, o que pode resultar em melancolia, tristeza, ansiedade e frustração”, explica a psicóloga Marilene Kehdi.

A percepção que a pessoa tem de si mesma e da vida (cobrança interna e externa) também influencia demais no desencadeamento da síndrome.

Outro fator que pode provocar a síndrome é a solidão. Muitas pessoas se sentem desamparadas e sozinhas nesta época do ano, o que as entristece demais. O alto nível de estresse (acumulado durante o ano) também é um agente que pode desencadear a síndrome, ou até mesmo, o estresse de ocasião.

Sintomas físicos, comportamentais e psicológicos da síndrome de final de ano:

· Alterações do humor (irritabilidade acentuada, alternada com apatia e tristeza);

· Crises de ansiedade e, em alguns casos, crises de pânico;

· Insônia ou sono excessivo;

· Alterações na alimentação (perda do apetite ou episódios de compulsão alimentar);

· Fadiga;

· Dores musculares constantes;

· Náuseas;

· Dores de cabeça;

· Aumento no consumo de bebida alcoólica;

· Diminuição da libido;

· Em alguns casos, aceleração e direção agressiva no trânsito;

· Em casos mais graves, pensamentos e tentativas de tirar a própria vida.

Como manter estável e saudável emocionalmente no final de ano

Comprovadamente existe um sofrimento causado pela síndrome de final de ano e muitas pessoas o sentem em maior ou menor grau. Para amenizar esse sofrimento, aconselha-se não fazer aquilo que não se deseja fazer como, por exemplo, ir a festas apenas para atender às expectativas alheias. É importante se respeitar e não participar daquilo que não se quer, mas também não buscar o isolamento, nem se entregar à dor e à solidão.

Faça atividades que irão relaxá-lo, acalmá-lo e fazê-lo mudar o foco. Respire profundamente várias vezes ao dia. Converse com pessoas de sua confiança, desabafe; verbalizar sua dor vai aliviá-lo e amenizar sua angústia.

“Exercite diariamente a mudança dos padrões de pensamentos, procure ponderar na autoavaliação, sendo menos autocrítico. Respeite seus limites. Seja mais otimista”, enfatiza a psicóloga Marilene Kehdi.

Esteja disposto a fazer coisas que irão gerar bons sentimentos. E se a tristeza persistir, busque ajuda especializada. É fundamental investigar e tratar a causa para então se curar.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Notícias ao Minuto.
Foto destacada: Reprodução.

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