É inegável que as mães são a fonte primária das lições significativas que forjam o modo pessoal de ser e estar no mundo.

Chama atenção, entretanto, que ao fazermos o balanço do que representam as mães, restringimos o reconhecimento aos cuidados recebidos quando ainda éramos tenros bebês ou então, fazemos um elogio genérico ligado ao sentimento de gratidão filial. Entretanto, mesmo sendo o reconhecimento válido, podemos aprender mais lições se detalharmos o valor materno, mostrando que por trás do zelo e abnegação de cada tarefa, podem ser extraídas lições de eficiência, ação previdente e tino estratégico.

Senão vejamos.

Pensemos na rotina das mães e vejamos a quantidade de tarefas que precisam ser realizadas com constância afetiva, vigilância intensa e desembaraço prático para fazer face às exigências filiais.

Primeiro, a mãe ao se deitar, após um dia exaustivo, disponibiliza sua disposição emocional aos eventos e solicitações noturnas que os filhos trarão. Depois, antes de fechar os olhos, ela planeja mentalmente, tudo o que fará no dia seguinte e imagina a forma mais prática de lidar com as tarefas (toda tarefa de mãe é por natureza complexa) de forma a poupar esforço e economizar tempo para possíveis imprevistos.

Quando prepara alimentos; organiza roupas e utensílios e ensina tarefas, o faz, pensando em imprimir segurança e valor afetivo e trazer benefícios ao cuidado dispensado.
Ao acordar, na maioria das vezes, pressionada por um choro ou solicitação filial, ela ainda antecipa o dia mental e emocionalmente para retirar ou inserir providências que lhe permitam maior dedicação e desvelo.

Então, ninguém duvide de que, tudo o que uma mãe faz está calcado em ações e decisões de estratégia e planejamento avançados e com alto risco.

Não pensemos, contudo, que das ações maternas emanam apenas lições de ordem prática. Mães são mananciais de aprendizagens afetivas e sensíveis. Afinal, quem há de negar o valor inigualável das lições advindas do envolvimento caloroso de uma mãe com o filho? Da singular capacidade materna de, nos momentos de angústia filial, dar conselhos que serenam a alma e apontam caminhos? Da amabilidade que derrama o olhar materno na hora do erro, da dor e do desespero?

Finalmente, aprendemos com as mães que a simples presença cálida de alguém pode renovar esperanças num coração sofrido.

Imagem de capa: Pedro Nogueira on Unsplash

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Liduína Benigno Xavier
Psicóloga, Mestre em Educação, formação em Facilitação de Processos humanos nas organizações, a escritora é consultora organizacional há mais de vinte e cinco anos; É autora do livro: Itinerários da Educação no Banco do Brasil e Co-autora do livro: Didática do Ensino Corporativo - O ensino nas organizações.Mantém o site: BlogdoTriunfo que publica textos autorais voltados ao aperfeiçoamento pessoal dos leitores e propõe reflexões que ajudam o leitor a formar visão mais rica de inquietações impactantes da existência.