Existem dois tipos de seres humanos. Aqueles que em situações difíceis desistem e aqueles que fazem o possível para seguir em frente. Este segundo grupo inclui Omar Martínez, um jovem entregador venezuelano que mora no Chile há quatro anos e que, infelizmente, devido à pandemia, ficou sem trabalho.

Antes da crise, ele se dedicava às massagens terapêuticas, mas como os estabelecimentos (exceto os do setor de alimentação) fecharam as portas, ele teve que buscar outras alternativas para gerar renda. Foi quando ele decidiu aderir a um aplicativo de entrega em domicílio e visitar Santiago do Chile para entregar pedidos e fazer algum dinheiro.

Claro, ele também tem que cuidar de sua filha de quatro anos, Verona, que não tem com quem ficar porque sua mãe também trabalha. Por isso, diariamente e apesar dos riscos, ambos percorrem pelo menos 25 quilômetros para entregar pedidos.

“Eu sei obviamente que isso tem um risco, que você tem que tentar pegar as ciclovias, se você tem que esperar um carro passar, você espera, para ter cuidado. Se ficarmos em casa ficaremos um pouco mais confortáveis, um pouco mais calmos, mas a parte monetária não flui ”, disse Omar Martínez.

O desgaste é tanto que até adaptou um pequeno motor à sua bicicleta para facilitar a pedalada. É um trabalho duro, ainda mais com uma menina atrás.

“Eu era criança e adorava que meu pai me motivasse, tento incutir isso nela. O ritmo é ditado por ela, ela decide se vamos continuar, se vamos parar. Sei que pode ser exaustivo”, contou o trabalhador.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de UPSOCL.
Fotos: 24 horas.

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