A falta de máscaras protetoras para todas as pessoas é uma preocupação que aflige a muitos neste período em que o mundo luta para combater a pandemia de coronavírus. Principalmente se considerarmos que as máscaras N95 devem ser usadas apenas uma vez, o que faz com que os hospitais tenham a demanda de um suprimento quase infinito.

Para tentar resolver o problema, cientistas da Universidade Northwestern, do estgado de Illinois (EUA) estão trabalhando no projeto de uma máscara facial auto-higienizante que pode eliminar o vírus logo ao primeiro contato.

A máscara auto-higienizante contém um composto químico antiviral que elimina os vírus dentro e fora dela. O dispositivo pode ser uma folha, ou adesivo, que pode ser embrulhado ou colado na parte externa de uma máscara N95 comum.

Northwestern University

Os cientistas são liderados por Jiaxing Huang, professor de materiais da Escola de Engenharia McCormick, da Northwestern, que explica o projeto: “Nossa principal idéia é fabricar um acessório carregado com produtos químicos antivirais conhecidos – como ácidos e íons metálicos como cobre – que podem ser presos às máscaras existentes”.

O professor conta ainda que a ideia é manter o custo no mínimo,para que essa seja uma solução que não interrompa a fabricação atual.

Embora a máscara auto-higienizante possa ser usada por profissionais de saúde doentes, é mais provável que ela seja usada por um paciente: quando tossem ou expiram, o adesivo químico em sua máscara neutraliza teoricamente as partículas do vírus antes de serem inaladas pela equipe.

“Se isso funcionar, deve tornar os pacientes menos infecciosos e ajudar a reduzir a fonte de propagação”, disse Huang.

O principal obstáculo, acrescentou, é projetar algo que só seria ativado “durante a expiração, mas não durante a inspiração”, porque respirar produtos químicos antibacterianos poderia causar mais problemas de saúde.

Tornar as máscaras reutilizáveis ​​restringiria a escassez que os profissionais da saúde estão enfrentando.

As máscaras atualmente usadas pelos pacientes ainda permitem que as gotículas virais escapem quando tossem, espirram ou mesmo falam. As máscaras N95 fornecem mais proteção para a equipe médica, mas geralmente não são usadas pelos pacientes.

Reuters/Nicholas Pfosi

Os pesquisadores querem que seu novo acessório funcione com qualquer máscara, o que pode reduzir significativamente o número necessário e potencialmente eliminar a necessidade de máscaras N95. No momento, a escassez é tão grave que alguns profissionais de saúde foram obrigados a confeccionarem suas próprias máscaras ou implorar por doações nas redes sociais.

Os pesquisaodores da Northwestern tem trabalhado sem parar em uma solução. Mas pode levar algum tempo até que as máscaras auto-higienizante entrem nos hospitais.

Huang disse que ainda não tem um cronograma para ensaios clínicos ou para quando as inserções possam ser testadas especificamente contra o novo coronavírus. O objetivo, disse Huang, é “reunir pesquisadores de ciências físicas e engenharia para estudar proativamente esses problemas, formular hipóteses e projetar soluções”.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Business Insider e Só Notícia Boa.
Foto destacada: Reprodução/Northwestern University.

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