Lázaro Barbosa, capturado e morto no último dia 28 de junho após 20 dias de buscas intensas, cometeu muitos crimes em sua vida. No mais chocante deles, tirou a vida de quatro pessoas de uma mesma família em Ceilândia, no Distrito Federal. Entretanto, mesmo que o seu histórico criminal de nos faça crer que ele era uma pessoa incapaz de manter relações saudáveis, há quem defenda o contrário. Helen, viúva de Lázaro, lamentou a morte do companheiro e disse que ele era um ótimo marido.

“Era uma pessoa maravilhosa com a gente, amoroso, cuidadoso e ótimo pai. Vou passar essa imagem dele à nossa filha”, disse a viúva.

Além de Helen, outras pessoas que conviveram com Lázaro disseram que não imaginavam que ele era capaz de cometer tais crimes, afinal, parecia ser uma pessoa tranquila.

Segundo a psicóloga Osmarina Yvel, em primeiro lugar, é essencial entender o perfil dele, ao cometer os crimes. “Ao que tudo indica, Lázaro não feria as pessoas que tinha empatia, o fazia quando não havia vínculo afetivo”.

De acordo com a psiquiatra Roberta França, uma pessoa como Lázaro finge ter vários perfis. “Ele era, claramente, um psicopata, tinha um transtorno de personalidade. Mas, conseguia manipular as pessoas que convivia. Muitas vezes, um psicopata consegue parecer ‘encantador’ e, se a vítima não tiver inteligência emocional, não percebe a maldade que está no interior daquele indivíduo”, observa.

Ela reitera ainda que “nem de longe” o psicopata é uma pessoa doce. “O bom comportamento é característica do psicopata, porque ele age da forma que sabe como esperam que ele aja. Está aí a justificativa por ele ter conseguido condicional por bom comportamento. Foi tudo fingimento”.

“Eles são verdadeiros atores, além disso, são seres extremamente observadores. Costumam possuir e desenvolver inteligência acima da média, além de serem pessoas charmosas e sedutoras. Assim, mentem muito e agem com frieza, ou seja, não têm qualquer sentimento de culpa”, observa a psicóloga Cláudia Melo.

Os psicopatas conseguem passar muito tempo despercebidos dentro de alguns ambientes, mas isso não significa que, em outros locais ou com outras pessoas, não vão mostrar quem são de verdade. “Quando eles têm um propósito ou algum tipo de interesse, olham para as pessoas como presas, porque visam conquistar algum tipo de poder, status, prazer ou diversão”, detalha a especialista.

Cláudia traz uma revelação importante: nem todos os psicopatas são capazes de tirar a vida de outras pessoas, como Lázaro. “Temos o que chamamos de perfil leve, moderado e grave. Mas, todos deixam um rastro de destruição, seja nas emoções, nas finanças, nas relações entre outros”.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de R7.
Foto: Reprodução/Record TV.

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