A rotina é o núcleo sistemático de ações eficientes que mantemos com o objetivo de conquistar o estilo de vida que desejamos e validar o que somos. Esse conceito mostra-nos que a rotina em si não é algo negativo, mas a despeito disso, costuma ser vista como algo tedioso e obstáculo à felicidade.

A causa de tal estigma vem da crença de que a rotina é mera repetição de ações descuidadas e desordenadas ou de atos sistemáticos, tediosos e mantidos apenas pela força do hábito, mas que nada acrescentam. A rotina é vista, em suma, como um hábito maçante e improdutivo.

Tal credo alimenta uma ‘profecia autorrealizadora’ que empobrece o cotidiano, ou seja, agimos para confirmar essa crença e, assim, cuidamos pouco do que fazemos no dia a dia, agimos sem reflexão e sem desejo de aprendizagem contínua. Dessa forma, seguimos esquecidos de que é no cotidiano que forjamos e acumulamos experiências e que é pela experiência que desenvolvemos habilidades, conhecimentos e firmamos atitudes.

Repare com atenção e verá que na sucessão dos dias de qualquer pessoa, por mais dinâmica que ela seja, há um núcleo de atos básicos de manutenção da existência. Observe que quanto mais essas ações cotidianas forem bem conduzidas, mais haverá espaço para a experimentação e a criação da novidade e do inédito.

Realizar o que precisa ser feito da melhor forma, aliando ação e reflexão. É assim que acumulamos a experiência benéfica que alimenta a melhor ação. A pessoa experiente não é a que segue o pragmatismo imerso no imediatismo das ações irrefletidas; mas quem percebe em cada pequena tarefa o seu sentido maior. Somos o resultado do que fazemos. Quase tudo advém daí. As ações nos expressam. Assim, cuidar do cotidiano tem efeito energizante sobre todos os demais aspectos da vida.

Sair da rotina é ótimo. Uma rotina rígida e neurótica traz tédio e outros males que provocam infelicidade. Mas um cotidiano organizado, além de ajudar a ganhar tempo para coisas que consideramos substantivas à autorrealização, pode proporcionar momentos doces e inspiradoras surpresas. Tudo começa do começo. Então, na hora de acordar, pise no chão com firmeza e abra as janelas da alma para um dia decisivo, pois não há dias banais para os que sabem o valor do cotidiano.

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Liduína Benigno Xavier
Psicóloga, Mestre em Educação, formação em Facilitação de Processos humanos nas organizações, a escritora é consultora organizacional há mais de vinte e cinco anos; É autora do livro: Itinerários da Educação no Banco do Brasil e Co-autora do livro: Didática do Ensino Corporativo - O ensino nas organizações.Mantém o site: BlogdoTriunfo que publica textos autorais voltados ao aperfeiçoamento pessoal dos leitores e propõe reflexões que ajudam o leitor a formar visão mais rica de inquietações impactantes da existência.