Há 10 anos, o professor Jesus de Moura, descobriu que tem Parkinson. Entre os motivos para lutar contra as limitações da doença está a neta, Luísa, de três anos, para quem ele escreveu um livro à mão para deixar um registro sobre a pandemia para que ela leia um dia.

O livro é composto por 47 páginas escritas, pintadas e ilustradas à mão. Seu objetivo inicial era fazer 200 exemplares assim, mas um amigo aceitou digitalizar, e o professor irá confeccionar cerca de 50 cópias para distribuir.

“A minha neta tem três anos e, em 2025, quando ela for estudar a pandemia, eu não sei em que estágio vai estar a minha doença. Então, fiz esse livro relatando os acontecimentos”, contou ao G1 o prfessor que mora no munício de Santo Ângelo, no Norte do RS.

Após a descoberta da doença, Jesus adquiriu o hábito da corrito e passou a colecionar medalhas em provas nacionais e internacionais.

“Eu procuro sempre manter atividade, da mente e do físico. A parte emocional é muito difícil, então fiz essa homenagem para ela porque ela que me deu força pra levar o dia a dia. Parkinson afeta muito a parte emocional. Se é difícil para quem tem saúde, imagina quem tem Parkinson”, disse.

O projeto do livro é para estender tudo que ele aprendeu na pandemia para a terceira geração da família.

“Eu quero que esse ano não seja esquecido. Um ano difícil, que se tire grandes lições disso aí”, propõe.

E não vai ser por falta de projetos que ele vai interromper a realização de sonhos.

“Eu não tenho nada a perder. Essa doença não tem cura, ela vai progredindo, e eu quero viver com intensidade. Eu projeto um sonho e corro atrás dele. Sabe qual o meu próximo? Participar da Feira do Livro de Porto Alegre”, afirma.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de G1.
Fotos: Reprodução/RBS TV.

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