Todas as mulheres enfrentam episódios de machismo e assédio de algum tipo quase diariamente, seja no trabalho, na rua ou, às vezes, dentro da própria casa. Felizmente, cada vez mais mulheres têm tomado a iniciativa de denunciar essas situações, ajudando outras a terem a mesma coragem.

Recentemente, uma denúncia desse tipo viralizou nas redes sociais. Trata-se do relato honesto de uma professora da Universidade Autônoma de Madri, na Espanha, sobre um acontecimento que a incomodou durante uma aula.

Segundo informações do La Vanguardia, a professora, cujo nome de usuário no Twitter é CienciaConArte, explicou que estava ensinando em uma escola para adultos quando um estudante de 60 anos começou a tirar fotos dela e gravá-la sem seu consentimento.

Ela pediu ao homem para guardar o telefone, mas ele se recusou. “Ele fingiu deixar em cima da mesa e, depois de um tempo, pegou de novo e continuou me gravando. Eu me aproximei dele novamente e disse que ele não podia me gravar sem meu consentimento”, escreveu a mulher.

A situação acabou se agravando um pouco mais quando ele respondeu agressivamente, dizendo que iria ficar com o telefone na aula e continuaria a gravá-la.

Foi quando a professora entrou em pânico. “Isso nunca tinha acontecido comigo(…) O homem ainda estava com o telefone na mão, não sei se estava gravando ou não. Parecia que ele se sentia satisfeito segurando-o na mão, enquanto olhava para mim, sabendo o quão desconfortável tudo aquilo havia me deixado”, acrescentou.

Aí surgiu um conflito na sala de aula, quando os alunos insistiram que o colega deixasse o telefone de lado para qua a professora continuasse com a aula.

A professora continuou com sua história: “A aula se desenrolou com dificuldade. Eu cometi erros. Fiquei confusa ao falar. Não conseguia mais curtir a aula. Eu me sintia violada. Quando estava terminando, acho que deveria ter parado a aula e saído. Mas é tarde demais.”

Quando a aula acabou, aconteceu algo que, segundo a professora, a fez chorar de emoção. Seus alunos se levantaram de seus assentos e começaram a aplaudi-la por seu gesto e por sua coragem diante do assédio que sofreu.

“Talvez você pense que não importa. Um mal dia. OK. Mas não temos que continuar vivendo essas situações. O problema das atitudes machistas é que o machista acha que não está fazendo nada de errado, que não está incomodando, nem atacando ninguém. Exerça seus direitos, mesmo que seja cansativo”, encerrou a professora.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de UPSOCL.
Foto destacada: Reprodução.

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