O portal UOL publicou nesta sexta-feira, 20, uma matéria que revela uma triste situação que vêm ocorrendo na cidade de São Paulo. De acordo com a matéria, que tem texto de Aiuri Rebello, diversos profissionais da saúde, a exemplo de médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem — têm sido hostilizados e até agredidos a caminho dos hospitais de São Paulo em que trabalham.

Ainda segundo reportagem, muitos desses profissionais moram longe do emprego e usam transporte coletivo, o que assusta outros passageiros devido à pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. É o caso da auxiliar Marina, 32, que usa o metrô todos os dias para ir ao trabalho no Hospital AC Camargo, na região central da capital. Ela chegou aos prantos no trabalho ontem.

“Estava de branco na estação Paraíso esperando o trem quando jogaram uma marmita em mim do andar de cima”, diz a profissional, que pediu para não ser identificada, pois não quer espalhar a história para todos os conhecidos.

“Não tenho certeza se jogaram em mim, eu estava mantendo distância de todo mundo já, mas sinto no meu coração que sim. Ouvi uns xingamentos momentos antes, e a marmita quase pegou na minha perna”, afirma.

“Estou morrendo de medo, como vamos vir trabalhar e ajudar a salvar vidas se não deixarem? As pessoas precisam muito de nós agora”, afirma.

No mesmo hospital em que ela trabalha, há outros relatos parecidos de colegas. Assim, a direção autorizou os funcionários a não irem vestidos de branco ou roupas do hospital para lá.

“Uma colega nossa estava de branco no ponto de ônibus para vir até o hospital e tomou um empurrão pela costas anteontem”, conta um enfermeiro do Hospital das Clínicas, na zona oeste da capital.

“Olhou para trás e uma senhora fez o sinal de cruz com cara feia”, afirma o profissional. “Teve uma turma de técnicos que saiu do plantão na Beneficência Portuguesa e foi impedida de entrar no vagão na estação Vergueiro do Metrô por um grupo de pessoas. Outro amigo foi xingado na calçada. Está difícil.”

Os profissionais da saúde dizem que a situação pode complicar ainda mais os atendimentos nas emergências de UTIs dos hospitais paulistas caso não tenham segurança para ir ao trabalho.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de UOL.
Imagem destacada: UOL/TV ESCOLA.

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