O Carnaval é uma das festas mais aguardadas pelos brasileiros e se apresenta como uma época de irreverência e descontração, em que os foliões se permitem adotar outras posturas, mais descontraídas, mais desprendidas e despudoradas, extravasando suas vontades e desejos sem o medo de julgamentos alheios. Mas o que isso tudo tem a ver com a Psicologia, afinal?

Caio Resende/Pexels.

Segundo a psicóloga Raíssa Nóbrega, este período de Carnaval, que não é um festa de origem brasileira, tem uma relação direta com as práticas que proporcionam prazer aos amantes desta época.

– Freud explica tudo sobre o comportamento humano e a mente humana. O Carnaval não é uma festa brasileira, ele surgiu na Grécia Antiga, quando os povos se reuniam para comemorar as colheitas. E aos poucos foram acrescentadas as bebidas, as práticas sexuais, a igreja até tentou combater, mas as pessoas gostavam e se identificavam muito – explicou.

Na entrevista concedida à Rádio Caturité FM, nesta quarta-feira, 12, a psicóloga explicou sobre os fenômenos que agem sobre os aspectos sociais e psicológicos.

Psicóloga Raíssa Nóbrega/ Reprodução: Paraíba Online.

– A gente pode analisar o carnaval através de diversas esferas, mas eu vou falar mais sobre os aspectos sociais e psicológicos. Existe um fenômeno psicológico que é a desindividualização, que é o efeito coletivo da massa, que é quando o sujeito vai perdendo a autoconsciência, que é a perda do julgamento alheio. Que pode ter um efeito negativo ou positivo – ressaltou.

Explicando a desindividualização

Certamente você já esteve em um grupo e agia de uma maneira diferente do que faria se estivesse sozinho. É como quando você ouve a notícia de que um grupo pessoas fez algo tão violento ou estúpido que você simplesmente não pode acreditar. Um bom exemplo são os linchamentos.

Uma razão para isso é que as pessoas em grupos tendem a perder parte de seu próprio auto-conhecimento e auto-contenção.

Sahil prajapati no Pexels.

Em certo sentido, as pessoas vão fazer coisas em grupos que não fariam sozinhas porque elas se sentem menos responsáveis ​​por suas ações como um indivíduo. Este processo de desindividualização pode ter efeitos poderosos.

Por exemplo, como podem soldados tirar a vida de crianças inocentes? Eles costumam responder a esta pergunta dizendo que eles não são monstros, mas que estavam indo junto com o grupo e que estavam apenas cumprindo ordens, e não eram os únicos a fazê-lo. Muitos são envolvidos em atos hediondos de violência por causa da desindividualização.

E é justamente a desindividualização um dos aspectos que fazem do Carnaval uma festa conhecida por deixar as pessoas mais “livres”, ou menos reprimidas. Cabe a cada um aproveitar a festa com responsabilidade, entendendo que o limite para a sua felicidade é o bem-esta.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Paraíba Online e PsicoAtivo.
Foto destacada: Foto de Sahil prajapati no Pexels

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