Todos nós acreditamos que vivemos uma vida com propósito.

E essa suposição faz sentido. Sem acreditar que nos movemos por algo e para algum lugar, caímos imobilizados ou pairamos sobre a existência sem firmar autorrealização.
O propósito de vida é um direcionador macro que amplia o campo do pensável sobre que biografia queremos escrever. Podemos dizer que o propósito de vida é como um mapa que nos situa na própria existência e nos leva a definir objetivos e metas na direção do futuro.

A consciência do propósito pessoal é que leva à identificação do que se quer construir e nos permite visualizar o quanto de dedicação, esforço, tempo e energia é necessário.
O conceito de propósito é amplo, mas é possível firmar um propósito de vida de forma realística, a partir do levantamento de aspectos cruciais da identidade pessoal, tais como: interesses e aspirações, crenças, competências e valores.

Há quem diga que temos apenas um propósito, ser feliz. Mas isto é muito vago para permitir-nos definir objetivos, metas e planos de ação que materializem realizações. Afinal, quando dizemos que o propósito é a felicidade pessoal, como reconhecer o que nos faz felizes? Uma saída pode ser extraída da visão de Lao Tsé, o mestre da filosofia oriental. Ele dizia que as grandes coisas são a soma das pequenas; da mesma forma podemos pensar no propósito de vida como a soma de objetivos menores e identificáveis.

Assim, ao pensar no que lhe faz feliz, você pode perceber que cultivar amigos é que lhe dá satisfação e a partir daí, poderá definir objetivos e metas que o aproximem do propósito maior que é ter uma rica sociabilidade, pelo cultivo de grandes amizades.
Muitas frustrações são produzidas não pela ausência de realizações, mas pela percepção do que foi feito como sendo incoerente com os objetivos previstos. Vamos nos movendo por desejos difusos que surgiram como inquietações passageiras. Estamos sempre ocupados e não produzimos o que queremos.

Para romper com esse ciclo vicioso, é preciso conhecer o que está por trás dos desejos e assim, dar consistência à vontade.

O fato é que para materializar realizações, é necessário sabermos o propósito existencial que nos orienta. Nesse sentido, podemos dizer que sem o requisito da autoconsciência, é impossível focalizar ações coerentes e produtivas.

Enfim, o propósito de vida é a nossa utopia. Uma utopia não encaminha soluções, mas sem ela não enxergamos sentido e nos movemos como viajantes perdidos; sem esperança de chegadas felizes. O propósito é o grande inspirador; é como as estrelas no firmamento. Podemos não alcançá-las, mas precisamos nos inspirar com o seu brilho.

Imagem de capa: Shutterstock/Aleshyn_Andrei

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Liduína Benigno Xavier
Psicóloga, Mestre em Educação, formação em Facilitação de Processos humanos nas organizações, a escritora é consultora organizacional há mais de vinte e cinco anos; É autora do livro: Itinerários da Educação no Banco do Brasil e Co-autora do livro: Didática do Ensino Corporativo - O ensino nas organizações.Mantém o site: BlogdoTriunfo que publica textos autorais voltados ao aperfeiçoamento pessoal dos leitores e propõe reflexões que ajudam o leitor a formar visão mais rica de inquietações impactantes da existência.