A atriz Mariana Santos participou do Conversa com Bial, da Rede Globo, que nesta terça-feira, 15, tratou sobre a síndrome ou transtorno do Pânico.

Mariana, que ficou conhecida por seu humor, revelou que convive, desde criança, com a síndrome.

“Eu lembro que eu tinha seis anos, eu vim para São Paulo e eu lembro que o voo foi horrível, foi muito turbulento, horroroso, eu não tinha noção do que era, mas eu me senti muito mal nesse voo. Não chegava nunca!”, contou sobre a primeira crise.

A atriz revelou ainda que já adulta, durante uma crise de síndrome do pânico, uma perda momentânea do movimento dos dedos acabou ocasionando a quebra de um deles.

“Eu quebrei o dedo em uma das crises, eu fazia tanto isso aqui(um movimento na mão) que ele não voltou, mas até gosto dele hoje. O anel de casamento está aqui”, contou com bom humor sobre o ocorrido após uma perda momentânea de movimento dos dedos durante uma crise.

Mariana também revelou que depois da experiência quando criança só conseguiu entrar novamente em um avião depois dos 30 anos. O medo, aliás, quase a fez recusar um convite de Jô Soares para uma peça.

“Eu falei para mim mesma que nunca mais ia subir num avião. […] Liguei para o meu pai, estava sozinha, morava com minha mãe em casa e falei: ‘Pelo amor de Deus, vou ter que ir para São Paulo, viajar para são Paulo todo final de semana, é isso? Eu gravo no Rio, não vou conseguir’, mas aí me deu um estalo: ‘Eu preciso fazer isso, para minha vida, senão eu vou ficar estagnada aqui!’” contou sobre o convite de Jô Soares feito através de seu produtor.

Mariana também lembrou de seu primeiro tratamento quando ela ainda era criança, e contou que o distúrbio afetava cada vez mais sua vida.

“Depois fui fazer terapia cognitiva comportamental que já é mais uma terapia voltada para isso, já com 30 e poucos anos porque eu estava me boicotando muito. Eu arrumava desculpas para tudo. Tudo que você pode fazer para você ficar em casa, você faz.”

Apesar das crises, a atriz contou que sua paixão por atuar sempre foi uma motivação para seguir em frente e que hoje em dia convive bem com o transtorno.

“O que não me deixava ficar em casa, era a minha vocação de atriz. Eu ia passando mal no metrô. Eu ia tendo crises de respiração de ansiedade. Não andava sozinha, só com a minha mãe ou com alguém. Sozinha nem pensar!”.

“Eu preciso do trabalho para me manter sã. […]Hoje em dia eu ando bem controlada, convivo bem com meu corpo porque acho que a gente tem que ser amiga dele, porque acho que não tem cura. Acho que tem um controle maravilhoso”.

A atriz falou ainda sobre como as várias técnicas que usa para afastas as crises:

“Tenho mantras que eu vou falando, músicas que vou cantando, respiração. Isso para evitar a crise, quando está vindo a gente vai respirando”, revelou Mariana.

Ela também ressaltou a importância do tratamento ser feito de forma correta:

“Não podemos ter preconceito com a medicação, se for dada por um médico. Você não pode é se automedicar”.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de GShow.
Foto: Reprodução/TV Globo.

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