Cresce entre os moradores de Praia Grande, no litoral Paulista, as ocorrências de escabiose, que também é conhecida como sarna humana. De acordo com a Prefeirura de Praia Grande, as equipes do Programa Consultório na Rua, Saúde Ambiental e Rede de Atenção Básica da Sesap (Secretaria de Saúde Pública) realizaram, na manhã de terça-feira (25), uma ação em uma comunidade do bairro Nova Mirim para atender e orientar a população local.

Segundo a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), a scabiose é uma parasitose humana causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variedade hominis. O contágio se dá apenas entre humanos, por contato direto com pessoa ou roupas e outros objetos contaminados. O contato deve ser prolongado para que ocorra a contaminação.

A fecundação do ácaro se dá na superfície da pele. Logo após o macho sucumbir, a fêmea penetra na pele humana, cavando um túnel, por aproximadamente 30 dias. Depois, deposita seus ovos. Quando eles eclodem, liberam as larvas que retornam à superfície da pele para completar seu ciclo evolutivo, em um processo de maturação de 21 dias.

A ‘sarna humana’ ocorre principalmente em comunidades fechadas e grupos familiares e é transmitida através do contato e, embora seja de fácil transmissão, é limitada pelo número de pessoas em convivência comum. De acordo com a Prefeitura de Praia Grande, a notificação do número de casos não é necessária pois não causa epidemias ou surtos de grandes proporções.

O principal sintoma da escabiose é a coceira ou prurido, que é sentido principalmente à noite e o diagnóstico é geralmente clínico, pelo achado dos túneis e pelas áreas características do aparecimento das lesões de escabiose. Pacientes idosos, ou já tratados com corticoides, podem ser difíceis de ser diagnosticados. Neste caso é preciso fazer uma pesquisa do parasita na pele, coletando o material nas lesões dos sulcos.

Para se prevenir, é necessário evitar contato com pessoas e roupas contaminadas. Uma vez detectado um paciente com escabiose, todos que com ele tenham contato direto devem ser examinados e tratados. Caso estejam infectados, devem também ser tratados.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de R7.
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