Nos filmes, séries, novelas, vingança pode até ser uma boa. Mas na vida real só atrasa a nossa vida. Não serei hipócrita de dizer que nunca tentei ou quis fazer. Mas entendi algo bem maior: a vida se encarrega de devolver a cada pessoa, o que ela planta. Isso também explica o porquê de não valer à pena movermos uma palha contra quem nos fez mal.

Planejar uma vingança e colocar em prática, acaba nos trazendo coisas ruins. Energias que não nos farão bem. E nem vale à pena tentarmos fazer algo que a vida, naturalmente, o fará. E olhe, nem precisa desejar mal a pessoa. Lembre-se que tudo que desejamos ao próximo, vem pra gente. A lei do retorno, que é a mais forte do universo, se encarrega de trazer tudo que a pessoa plantou.

Você terá notícias de quem lhe fez mal. Notícias que não serão boas. Sem sequer ter desejado o mal pra essa pessoa. Sabe algo bom que você pode fazer? Perdoar a pessoa! Isso mesmo.

Mas atenção: perdoar é diferente de trazer para a sua convivência novamente. Se a pessoa te magoou, te feriu, uma, duas vezes, o fará de novo. É questão de confiança mesmo. E essa, é que nem vidro: uma vez quebrada, não há como ser restaurada. Perdoe, pois fará mais bem a você, que a quem você perdoar. A pessoa nem precisa saber que você a perdoou. Não fale mal dela. Não tente atrapalhar a vida dela. Apenas siga a sua vida, desista da vingança e vá plantando o bem.

Quando sequer fizer diferença em sua vida, por ter perdoado e deixado de lado. As notícias virão e você terá a certeza de que a melhor escolha foi essa, de deixar de lado todos os planos de vingança. Já ouvi relatos de pessoas que planejaram, executaram e “tiveram sucesso” em planos de vingança. E “do nada” perderam algo. Depois entenderam que estavam colhendo o mal que fizeram a pessoa que recebeu a vingança.

Não se trata de fazer justiça a tal da vingança. E sim, atrair para si coisas ruins por ter desejado e feito mal a alguém. Por mais que a pessoa mereça, não revide. Deixe de lado e siga o seu caminho. Não falo do que ouvi ou acho que é assim. E sim, do que vivi sobre esse assunto. Até fazer o bem, sem a pessoa que “merecia” vingança da minha parte, fiz. Perdoei, tirei da minha convivência. E tempos depois, soube de péssimas notícias. Mas dessa vez, não interferi. Deixei que a pessoa colhesse.

Não que eu tenha ficado feliz ao receber esse tipo de notícia. Não desejo mal nem a quem fez muito mal a mim. Desejo pelo contrário: que seja muito, mas muito feliz, só que bem longe de mim. O que senti, foi um sentimento de “a vida se encarregou da pessoa”. Os pensamentos de vingança são naturais. É uma reação que temos diante de quem pisa na bola feio conosco. Não se torture por sentir isso. Basta não seguir em frente, deixar de lado e perdoar a pessoa.

Deixar isso de lado, tirar do seu convívio a pessoa e seguir seu caminho, é bem melhor! Vai por mim!

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*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


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É graduanda em Psicologia, tem 33 anos. Como o que faz o mundo dela girar, são as pessoas, trabalha com Recursos Humanos. É mineira, bem casada com um Gaúcho lindo. Mora em Porto Alegre desde 2012. Está sempre lendo e ama escrever. Se sente rica, por ter vários livros em uma estante que é o seu tesouro. Ama se engajar em causas sociais, crê que a única coisa que levamos desse mundo, é o que plantamos e que as boas obras, são fundamentais.