Por que quero que minhas filhas aprendam empatia em vez de mandarim

Recentemente, foi publicado, no site espanhol http://www.forbes.es, o artigo “Por qué quiero que mis hijas aprendan empatía en vez de chino”, escrito por Ana Saéns de Miera, a respeito da importância de ensinar empatia para as crianças. Nós acreditamos que uma das principais lições que podemos aprender e ensinar é a empatia e, por isso, fizemos a tradução desse texto. Confira!

“Desde que sou mãe tenho recebido todo tipo de conselhos sobre o que é o mais importante que nossas filhas devem aprender para ter êxito na vida. Programação. Inglês. Xadrez. Ballet. Mandarim. Oratória. Matemática. Esportes em equipe. Música. Artes marciais. 

Estou grávida da minha terceira filha; já no sétimo mês e com um ventre notório. E cada vez que subo ao metrô para voltar para casa do trabalho, com o vagão lotado, observo como as pessoas, a o me verem entrar, viram a cabeça para o outro lado. Ou melhor, viram a cabeça para seu Smartphone para evitar ver a uma grávida a um metro de distância a quem sabem que deveriam oferecer o lugar. São muito poucas as pessoas que me olham nos olhos e se levantam para deixar-me seu assento. Não sei se sabem mandarim, programação ou são boas em matemática. Mas todas elas têm algo em comum: empatia. Empatia tal que te move e te leva a fazer algo pelo outro. Empatia em ação.

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Essa é a empatia que move às pessoas a fazer coisas pelos outros. A construir um paritorio* em Camerum, a doar seu tempo e esforço por uma causa em comum. A que move a um jovem a montar uma iniciativa social em sua escola.

Mas não é apenas isso. A empatia em ação, ao contrário do que se pensa, não só é boa porque ajuda os demais. A empatia é essencial para ter êxito pessoal. A empatia é a que faz que uma pessoa trabalhe bem em equipe, que seja um bom líder, que uma empresa enfoque seu serviço às verdadeiras necessidades do cliente, ou que um jovem saiba como atuar em uma entrevista de trabalho.

A empatia não surge só quando a gente olha ao nosso entorno. A empatia nos faz olhar de outra maneira ao nosso entorno, fixando nas necessidades e preparando a ação.

De nada serve que alguém seja um bom orador, se não é capaz de se dar conta que o que está comunicando não interessa. A empatia em ação nos leva a inovar e nos faz mais pragmáticos e exitosos. Mais felizes. E ademais, ajuda a que o mundo seja melhor.

A boa notícia é que a empatia se pode aprender e praticar. Existem empreendedores sociais, como a canadense Mary Gordon, que já estão impulsionando a empatia em escolas há quase 20 anos e demonstrando com resultados tangíveis os benefícios objetivos da empatia.

Mas não é necessário ir tão longe. Existem colégios na Espanha em que estão trabalhando a empatia em ação com seus alunos e conseguindo resultados excelentes. Neste curso, pela primeira vez, as crianças do Ensino Fundamental em Canarias terão a sorte de cursar a matéria – obrigatória e avaliativa – “Educação Emocional e para a Criatividade”, onde duas vezes por semana trabalharão a empatia e outras emoções.

Hoje em dia este tipo de indicadores não computa nos rankings dos top 100 colégios da Espanha, que desgraçadamente seguem centrados nos resultados acadêmicos. Mas se todos nos concernirmos da sua importância – como um dia aconteceu cm a alfabetização – e empeçarmos a demandá-lo e a praticá-lo, as coisas mudarão.

Eu quero que minhas filhas aprendam empatia. Para que não virem a cabeça para o outro lado. Para que sejam pessoas ativas às que sim importa o que acontece ali fora, e se movimentem por isto. Para que tenham êxito pessoal e profissional. E para que quando forem à China, sejam capazes de entender aos moradores locais com apenas um olhar nos seus olhos.”

*salas de parto e maternidade.

Legenda: Das crianças quem tem trabalhado empatia em salas de alua: 78% têm incrementado sua atitude e conduta de ajuda aos demais; 74% têm “aceitado” melhor seus colegas; 71% têm aprendido a avaliar as situações com perspectiva; 39% têm diminuído sua agressividade em aula com os demais alunos.

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Fontes: www.forbes.es e Roots of Empathy
Texto original: Ana Saéns de Miera
Tradução: Valentina Rico

FONTE: Novas Crianças

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