Neste texto, proponho uma análise diante de cada forma de agir das crianças com a mesma faixa etária, especificamente, entre de 0 a 3 anos, porém, com características diferentes; numa reflexão sobre personalidades e comportamentos.

É sabido em teoria filosófica, que a criança nasce, como uma “tabua rasa” e que o comportamento passa ser aprendido, porém, existem teorias que especificam as características da personalidade da criança, que esta, vai sendo moldada, mas não retirada.

Os bebês nascem com personalidades distintas, no entanto, apresentam singularidades que precisam ser atentamente observadas e avaliadas pelos pais, tais como, crianças com alta facilidade de comunicação e crianças que não possuem nenhum tipo de socialização. Extremos que acontecem devido vários fatores, seriam casos em quepoderíamos considerar a possibilidade de algum transtorno?

Pode ser que sim, e pode ser que não, no entanto, ambos os comportamentos podem sim apresentar algum tipo de transtorno, lembrando que tudo ao extremo não é normal.

É normal o adulto buscar o sorriso e o olhar do bebê, momento em que começa as tentativas de socialização. O ser humano é uma espécie sociável por natureza e na psicologia, a sociabilidade é a propensão de buscar semelhantes e a capacidade de interação.

A criança sociável é capaz de olhar nos olhos, fazer amizade, chamar o outro para brincar, expressar sentimentos, entre outros.  A sociabilidade começa desde os primeiros dias de vida, pensando nisso é que sempre chamo os pais para o dever de saber como contribuir para o desenvolvimento de seus filhos, na medida certa. Superproteção ou desamparo, podem ser fatores que contribuem e muito para mudanças de comportamento da criança.

E importante salientar o que que é entendido pelos pais, como características normais, qualquer comportamento ao extremo existente é preciso a busca por orientação.

A Criança que não socializar permanece um bom tempo em um local isolado, ou seja, no seu “mundinho”, não reage quando é chamada pelo nome, não consegue sair da rotina, não imita o comportamento do outro, não brinca de faz de conta, não reage emocionalmente aos apelos de outras pessoas a não ser da família, não conseguem se comunicar, pedindo atenção dos pais através de choro ou birras. Pais fiquem atentos, o comportamento das crianças sempre nos fala algo e se você não consegue enxergar, ou mesmo compreender, procure ajuda de um profissional que trabalha com crianças, psicólogos, psiquiatras, neuropediatra, neuropsicologo, entre outros.

Não sofra e não deixe o seu filho sofrer, negligenciar os extremos no comportamento da criança pode trazer consequências gravíssimas na adolescência e na vida adulta.

Precisa de ajuda? Conheça a nossa orientação psicológica.


*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


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Eanes Moreira dos Santos Maciel
Psicóloga clínica, (CRP 09/5798) fundadora, diretora e colunista do Descobrindo crianças que tem como objetivo descomplicar a infância sobre o olhar interprofissional. Graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, PUC – GO, Pós-graduada em Saúde da Família pela Universidade Federal de Goiás – UFG, Especialista em Terapia de Casais e Família pelo IEP/PUC-GO e em Dinâmica de Grupo e Coordenação de Equipe pelo CEAPG. Na sua trajetória profissional atuou na área de Politicas Publicas, com ênfase na área na Saúde e no Social. Ministrou aulas em cursos de especialização para o curso de Psicopedagogia. No momento atual direciono grande parte do meu tempo ao Descobrindo Crianças, visto que ele demanda uma maior dedicação.