Vivemos em uma cultura do “ter”, na qual somos seduzidos todos os dias a consumir. Vamos nos preocupando tanto no que dar ao outro (materialmente falando) e nos esquecendo do que podemos ser para o outro (filhos, amigos, amores, parceiros) e ser para nós mesmos.

O amor não pode ser medido pelo seu status conjugal, pelo nome da escola que você estuda, pela marca da roupa que você veste, do carro que você anda, pela placa da igreja que você frequenta ou pelo cargo que você exerce.

O amor não é uma relação civil. Ele acontece no olhar, no desejo, no cuidado e na dedicação àquilo ou à quem você gasta seu tempo e energia.

Não há nenhuma necessidade de contratos ou de regras de qualquer tipo para o amor acontecer. Não escolhemos a dedo quem/o que vamos amar. Amamos através da identificação, da aceitação e do reconhecimento do outro como detentor de uma parte nossa.

Só é capaz de nos amar quem pode aceitar nossas peculiaridades, nossas manias e jeitos de ser, nossos erros e fracassos e também o nosso perdão.

Se você reparar bem, tudo o que te define tem a ver com as (in)finitas possibilidades que você teve de ser amado ou com a falta de amor sofrida no amor disfarçado de dor.

Não perca as chances que a vida te dá de expressar amor às pessoas. Você estará se ajudando a ser alguém melhor. Você estará ajudando o mundo a ser um lugar melhor.

Imagem de capa: Shutterstock/Masyle

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*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


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Audrey Leme
Psicóloga Clínica de abordagem psicanalítica; Atualmente atende em consultório particular e no Dispensário Madre Tereza de Calcutá na cidade de Limeira-SP; ministra palestras para a comunidade com temáticas voltadas ao desenvolvimento humano. Também possui formação em Administração de Empresas e experiência na área de RH (Recrutamento & Seleção e Treinamento e Desenvolvimento).