Você pode querer mudar de carreira por não estar satisfeito com sua área, com sua função, por querer outros desafios, por não se sentir realizado, enfim, por vários motivos. Mas, do “diagnóstico” de que as coisas não estão bem até a tomada de decisão há um longo caminho a se percorrer. Nesse contexto, você pode se tornar um eterno “queixoso”, que reclama, reclama, mas não busca formas para mudar a realidade (e tudo bem!) ou pode melhorar isso explorando o desconhecido.

Trocar de carreira, principalmente quando está numa profissão consolidada é difícil, entra-se no dilema de trocar o certo pelo duvidoso. Deve ser por isso que muitos deixam esta decisão para o momento aposentadoria: “o dia que me aposentar me dedicarei a uma nova área”, “…me tornarei empreendedor”.

Mas se você não quer esperar a aposentadoria para viver novos ares, dá para se organizar para que essa mudança ocorra de um jeito mais consciente, já que de qualquer forma será dolorosa. Por que dolorosa? Porque mudar envolve perdas, e por mais desejosa que seja a mudança é necessário abrir mão de algumas coisas a fim de alcançar outras.

Pontos para avaliar:

Você está num momento “ruim” profissionalmente? (O que quero dizer com isso) O desejo de mudar de área só ocorre quando tem problemas no espaço de trabalho, quando está tudo bem você está satisfeito e esse pensamento de mudança volta a fazer parte dos seus planos pós-aposentadoria.

Lembre-se, a mudança de carreira precisa ser consciente, não uma válvula de escape para quando as coisas estão ruins, afinal todas as áreas trarão desafios e dificuldades.

Você está consciente dos motivos que te fazem querer mudar de área? É fundamental ter clareza do que te faz querer alçar novos voos, pois isso também auxiliará como motivador nessa empreitada.

Quais são suas expectativas com essa mudança? Identificá-las possibilita trabalhar com o fato que expectativa não é realidade, parece óbvio, mas não é bem assim na prática.

Que riscos você corre com essa mudança? Avaliar os possíveis riscos permite ganhar consciência se tem condições para realizar esse passo neste momento ou se precisa amadurecer melhor a ideia.

Precisa de ajuda? Conheça a nossa orientação psicológica.


*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


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Angelica Neris
Olá, sou psicóloga e professora de língua espanhola. Trabalho como psicoterapeuta de casais, famílias, indivíduos e grupos, além da psicoterapia atuo em projetos de saúde laboral, psicologia do esporte e do exercício e orientação profissional.