Se não tivermos bem mental e emocionalmente podemos nos contaminar com os ambientes tóxicos, habitados pelos sentimentos de raiva, inveja, ciúme, intriga, orgulho, etc, que na maioria das vezes são impulsionados por uma competição desenfreada.

Essas relações tóxicas estão presentes no trabalho, na escola, na família, na igreja, na política entre outros ambientes, onde as pessoas fazem questão de externar que estão em “pé de guerra”, o que se espalha rapidamente pela internet.

Os indivíduos tóxicos que mais envenenam os ambientes são os mal-humorados que só sabem reclamar, os pessimistas que acham que tudo vai dar errado, os arrogantes que tratam seus semelhantes de forma grosseira e os linguarudos que fofocam sobre a vida alheia.

Não é fácil se relacionar em um ambiente com gente assim, pois temos a sensação que estamos pisando num campo minado. É uma toxicidade de personalidades limítrofes, que vivem em constante instabilidade emocional: saltam do amor ao ódio em minutos, com ataques de fúria ou atitudes irracionais.

No entanto, precisamos ter serenidade para enfrentar esses ambientes, uma vez que é uma realidade que faz parte da vida. O estoicismo nos orienta sempre priorizar o conhecimento e a racionalidade, desprezando as emoções externas negativas e os desejos extremos que eclodem em nossa volta.

A filosofia estóica é uma doutrina que surgiu na Grécia Antiga, que nos ensina que o universo é governado por uma razão universal natural e divina. É por isso que o pensamento estóico exerceu uma importante influência no cristianismo e no budismo, bem como em outras tradições filosóficas e religiosas.

O apóstolo Paulo, que tinha uma formação estóica, pregou nos centros romanos da Ásia Menor e conviveu com pessoas de uma vasta complexidade religiosa, social e cultural, escreveu na Epístola aos Gálatas: “Que o fruto do espírito é o amor, alegria, paz, generosidade, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.” Aliás, são sentimentos que nos ajudam a se relacionar em ambientes tóxicos sem perder o controle.

Jackson Buonocore
Sociólogo e psicanalista

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Jackson César Buonocore Sociólogo e Psicanalista