A palavra estereótipo vem do grego stereos e typos, que se refere a “impressão sólida”, e no idioma português tem o significado de uma impressão a respeito de características, como comportamento, roupas, cultura, estilo de vida, etc., ou seja, são generalizações feitas com base nas aparências físicas ou comportamentais.

Do ponto de vista da psicologia social, os estereótipos podem ser pesquisados sob aspectos diferentes que vão desde a sua formação até manifestação coletiva, que moldam a nossa existência social. Assim, os estereótipos são a combinação de crenças e sentimentos que geram hostilidades.

As representações estereotipadas são elementos do nosso ranço sociocultural, que influenciam de forma pejorativa as atitudes de certos sujeitos e grupos, que por essa razão utilizam os estereótipos como base na repetição social do racismo, xenofobia, machismo misoginia, homofobia, entre outros preconceitos.

Os meios de comunicação social, sobretudo, os digitais, atuam nos dias de hoje com grande poder para reforçar os estereótipos contra obesos, loiras, prostitutas, gays, negros, funkeiros, babalorixás, imigrantes, favelados, moradores de rua, etc. Porém, as mídias também contribuem para desconstruir os prejulgamentos.

Essas narrativas contêm conceitos do senso comum, falsos e exagerados, que aparecem nos discursos dos formadores de opiniões, entre eles: políticos, religiosos, intelectuais, humoristas, comentaristas de rádio e televisão, que fabricam ou reproduzem os estereótipos contra os grupos alvos.

As redes sociais repetem tudo isso e muitos mais, onde por exemplo: um homem é classificado de “efeminado” só por se preocupar em aprender as tarefas do lar e uma estudante é chamada de “burra” por simplesmente clarear os cabelos, entrando nos grupos alvos. Além disso, o estereótipo de beleza define o que é bonito, notadamente, para o universo feminino, que tem a visão da mulher como objeto.

Ao olhar o mundo através de lentes estereotipadas e de anti-intelectualismo, os sujeitos mostram que não acreditam mais no ser humano, e rejeitam pessoas ou grupos diferentes, afirmando suas ideias preconcebidas e “burras”.

As pessoas autoritárias tendem a ver e sentir o mundo dessa maneira, pois elas tiveram uma educação que transmitiam esses preconceitos como normais, sendo hostis contra aqueles que não aceitam classificações rígidas. Então, a concepção de estereótipos está relacionada ao fato de que, desde cedo, são introduzidos os prejulgamentos na mente das crianças e adolescentes.

Sendo assim, a educação para a cidadania – na escola e na família – é fundamental, porque visa contribuir para a formação de pessoas responsáveis e solidárias, que conhecem e exercem seus direitos e deveres em diálogo e no respeito pelos outros, tendo como referência a desconstrução dos estereótipos, que são rótulos que destroem as relações sociais e afetivas.

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Jackson César Buonocore
Jackson César Buonocore Sociólogo e Psicanalista