Não é fácil experimentar um ataque de pânico. Medos autênticos que prendem, sufocam e tiram nossa respiração até acreditarmos que vamos morrer. E a incompreensão social em torno desse distúrbio intensifica ainda mais o sentimento de angústia e, é claro, a solidão.

Todos que conhecem esse assunto, sem dúvida, lembrarão seu primeiro “batismo” com ataques de pânico. Terminar o trabalho, por exemplo, entrar no metrô e, de repente, ao ouvir algumas pessoas gritando no meio de uma conversa, começar a sentir uma tontura, confusão e o coração disparar, fugindo, como se estivéssemos caindo no vazio , para um abismo muito profundo.

Estima-se que quase 10% da população mundial já sofreu um ataque de pânico. Agora, o verdadeiro problema surge quando essa experiência aterrorizante se torna recorrente e, o que é pior: imprevisível. O engraçado de tudo isso é que, apesar de ser um dos problemas psicológicos mais comuns hoje em dia, é um dos mais desconhecidos.

Quem sofre um ataque de pânico não é fraco. Ele também não precisa da nossa pena, o que merece é ser entendido e, acima de tudo, enxergarmos essas situações de angústia como algo que todos nós podemos experimentar em algum momento.

O ataque de pânico e o mundo solitário dos medos

Suores, tontura, boca seca, palpitações, náusea, asfixia … O ataque de pânico vem repentinamente, como se alguém tivesse apertado aquele botão vermelho, que com muita má fé desencadeia o horror em seu sentido mais autêntico.

Agora, do que estamos realmente com medo quando isso acontece? Às vezes é o medo de entrar em um avião, podem ser as grandes massas de pessoas, os pequenos espaços ou mesmo percepções distorcidas sobre o que acontece no corpo. Os medos, mesmo os injustificados, tornam-se autênticos devoradores de calma, equilíbrio e do autocontrole.

É quase reconfortante saber que tudo isso tem uma origem muito clara em nosso cérebro. Os cientistas chamam isso de “rede de medo” e explicam que as pessoas que frequentemente sofrem com o que o DSM-V define como “ataques de pânico ou distúrbios de pânico” as partes de seus cérebros com um tipo de atividade um tanto incomum.

De acordo com um trabalho publicado na revista “Molecular Psychiatry”, no córtex cingulo-frontal existe um tipo de rede que controla a nossa percepção do medo. É nessa área que são administradas dimensões como a interocepção ou a autopercepção das condições fisiológicas do nosso corpo.

O que significa isto? Basicamente, nesse distúrbio, nossos mecanismos de medo são “desregulados” a ponto de gerar reações de verdadeiro pânico, mesmo quando não há risco real. Isso é algo que devemos levar em conta para entender melhor essa realidade, que está longe de responder aos anseios daqueles que mais sofrem.

Você pode superá-lo, mas não na solidão: busque apoio

Muitos pacientes com distúrbios de pânico preferem, se possível, sofrerem discretamente o problema. Embora só precise de um gatilho específico para fazer a crise aparecer novamente. E o gatilho aparece, sem dúvida. Os demônios do medo surgem para misturar-se com a perplexidade e a incompreensão dos que nos rodeiam e, desse modo, o problema se intensifica ainda mais.

Devemos dar o primeiro passo, devemos buscar apoio. Devemos ter em mente que os transtornos de pânico podem estar associados a doenças como hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, feocromocitoma, disfunções vestibulares ou distúrbios convulsivos.

No entanto, nos casos em que não há doença subjacente, o tratamento farmacológico é combinado com a psicoterapia. Enquanto as drogas restauram nossos níveis de serotonina no cérebro, abordagens como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), por exemplo, podem nos ajudar tanto nos ataques de pânico quanto nos transtornos de ansiedade generalizada.

Buscar ajuda com profissionais de saúde capacitados é essencial para conseguir amenizar e superar o problema.

TEXTO TRADUZIDO E ADAPTADO DE LA MENTE ES MARAVILLOSA

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