A perversão estrutura-se para transgredir a ordem natural das coisas. Ela é um fenômeno sexual, político e social, onde os perversos não têm sentimentos, como culpa, medo e vergonha.

Os perversos são como “lobos em peles de cordeiros”, que aparentam ter boa índole, mas são maus e desonestos. E, normalmente, parecem ser educados e simpáticos, contudo, são falsos e desleais.

Cada perverso possui seu “modus operandi” na escala social, que pode ser por exemplo, de um ex-presidente de um banco público, de um médico anestesista ou de um professor.

Eles à primeira vista parecem inofensivos e confiáveis devido aos cargos que ocupam. Porém, se tornam um grande pesadelo para suas vítimas, pois são hábeis em esconder suas características narcísicas e psicopáticas.

Além disso, os perversos possuem pensamentos obsessivos e destrutivos em relação aos seus semelhantes. Por isso que eles são frios e calculistas ao maltratar as pessoas e no momento que termina de destruir suas vítimas procuram outras para recomeçar o processo de subjugação.

O aumento da – crueldade – desses sujeitos costuma estar associado ao sadismo sexual, a decadência moral e a ganância econômica. Necessitam sentir-se dominadores e/ou vingadores quando submetem as vítimas à humilhação.

É importante lembrar que os perversos usam os vínculos familiares, profissionais e afetivos para subjugar os outros. Portanto, não é prudente fornecer informações sobre a vida pessoal, porque eles se alimentam das angústias e das necessidades humanas, a fim de cometer chantagens e crimes.

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Jackson Buonocore
Sociólogo, psicanalista e escritor

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Jackson César Buonocore Sociólogo e Psicanalista