Hoje ser agressivo ou amedrontador parece que está na moda, sobretudo, na linguagem das redes sociais e do cotidiano. Os discursos dos maus políticos e lideranças hostis dão voz e vazão para essa forma de comunicação, que produz fofocas, boatos e brigas entre pessoas e grupos.

Essa cultura da agressividade assume de uma maneira inconsciente a ignomia, que cria um clima gerador de medo, de estresse e de baixa do sistema imunológico. O que estabelece uma relação de mal-estar e adoecimento psicoespiritual da sociedade.

Entretanto, ser educado e gentil auxilia muito a desbloquear esse cenário ameaçador. Pessoas assim, não são egoístas, respeitam os outros independentes da sua condição humana e social. Elas são acessíveis e afetuosas, que enxergam bem longe. E são os construtores de “pontes” de diálogos ou de conciliação entre os seres humanos.

Além disso, são bons ouvintes e praticam a arte da paciência. São solidários nas situações difíceis e têm orgulho de onde moram e preservam as coisas boas de suas comunidades. Sabem trabalhar em conjunto e democraticamente, em que os ganhos beneficiam a coletividade.

Com o jeito sui generis: médicos, terapeutas, pastores, padres, professores, advogados, policiais, empresários, motoristas e tantos outros profissionais do setor público e privado conseguem se colocar no lugar dos outros. São capazes de pedir desculpas, quando erram. Estão sempre trabalhando para resolver conflitos existenciais ou confrontos sociais, mostrando como exemplo o seu jeito inspirador de ser.

O Anton Pavlovitch Tchecov, que foi um médico, dramaturgo e escritor russo e um dos maiores contistas de todos os tempos, afirmou que: “Ser educado vai muito além de acumular conhecimento, é uma perspectiva profunda e enriquecedora que nos encoraja a refletir”. Tchecov distingue uma pessoa genuinamente culta, que adquiriu conhecimento, mas pensa que isso não o coloca acima dos outros.

Significa, que ser educado e gentil, não se limita a ler bons livros e adquirir conhecimento sobre o mundo, mas ter uma visão holística. A palavra holística foi criada a partir do termo holos, que em grego significa “todo” ou “inteiro”. É compreender os fenômenos na sua totalidade e globalidade, o que torna as pessoas mais tolerantes, direcionadas a fazer o bem, sem agir pelo senso de obrigação ou em benefício particular.

São Tomás de Equino respondeu ao problema lógico do mal, que se encaixa para entender essa explosão de ódio e ameaça que vivemos nesses tempos, afirmando que não está claro se ausência do mal tornaria o mundo um lugar melhor, pois sem o mal, a gentileza, a justiça, igualdade, autossacrifício e a existência de Deus não teria sentido.

Uma coisa é certa, é que essas ações liberam a dopamina, neurotransmissor que proporciona uma melhora na saúde mental e emocional, que decorre do processo de ajuda mútua e compaixão. Portanto, ser educado e gentil faz muita diferença nos dias de hoje!

Imagem de capa: Aman Shrivastava on Unsplash

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Jackson César Buonocore
Jackson César Buonocore Sociólogo e Psicanalista